Foto: Arquivo Pessoal

Por Kelley Magalhães |

Denize Carneiro Queiros ou, apenas Denize Marx para os norte-americanos, tem 38 anos, nasceu em Miracema do Tocantins e morou em Palmas por 12 anos, até que saiu do Brasil para ir morar em em Miami, nos EUA. Formada em Letras pela Universidade Federal do Tocantins, ela trocou a sala de aula, quando exercia a docência no CAIC (antiga escola do Jardim Aureny IV, região sul de Palmas), para ingressar no exército norte-americano.

Ainda na faculdade, em meados 2007, ela e um amigo já sonhavam em morar nos Estados Unidos, mas o desejo parecia uma realidade distante, até mesmo considerou ir para outro país como a Irlanda ou, até mesmo, para a Guiana. Foi então que, no ano 2012, chegou à Palmas um primo do amigo de faculdade de Denise.

O primo, morador dos EUA, sugeriu e auxiliou para que ambos conseguissem o visto americano. Após o preenchimento da papelada, entrevistas e muita preparação, Denise,  sua irmã conseguiram o tão sonhado documento e foram para a sua primeira viagem aos EUA ainda como turistas.

Mas nem tudo eram flores

Ao chegar em Orlando, Denise entrou em contato com um conhecido que morava no sul da Flórida, em Boca Raton, e, três dias depois de chegar na região, ela conseguiu um emprego em um restaurante. Mas Denise queria mais, e após ficar 5 meses no país, voltou ao Brasil para tirar os vistos dos filhos e levá-los para os EUA. Não deu certo. Então, após três meses, ela retornou em definitivo para Miami, Flórida.

Para se estabelecer no país, a ex-professora começou trabalhando em restaurante, depois em um supermercado e em seguida passou bastante tempo trabalhando com limpeza de casas. Ao chegar lá, alugou primeiramente uma kitnet até que conseguir um apartamento. Falava pouco inglês, tendo que se comunicava com seus clientes por mensagens no celular para poder traduzir, e assim, logo comprou um carro.

Ingresso no exército norte-americano

Em 2015, Denise se casou com um norte-americano e foi quando surgiu a ideia de entrar para o exército através da prima de um dos seus primos que entrou antes dela, antes da mudança para o EUA já estudava para concursos na área policial. Para entrar no exército regularizou sua situação no país em abril de 2016 e entrou para o exército norte-americano em dezembro de 2016 quando assinou o contrato, com 34 anos.

Ao entrar teve seu diploma reconhecido e entrou como especialista no cargo de engenharia de construção horizontal, onde opera todo equipamento em construções de rodovias e pontes, e passou dez semanas no treino para combate e mais oito semanas em treino para profissão.

O diagnóstico de câncer

Quando em janeiro de 2018, Denise foi pega de surpresa por um câncer de colo do útero que ela trata até hoje com imunoterapia. Por ficar afastada devido ao tratamento, não pode mais realilzar testes físicos, porém, a tocantinense ainda este ano pretende voltar a ativa e ficar no exército até aposentar.

Além da família que ainda mora em Palmas, a militar conta que também sente saudades do calor humano brasileiro e das feiras cobertas de Palmas. Hoje com 38 anos e dois netos, Denise desenvolveu um canal no Youtube, onde fala sobre o exército americano, além da sua história de vida na terra do Tio Sam.

Confira o canal de Denize aqui.

Foto: Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal
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