A Prefeitura de Gurupi proibiu que funcionários ou representantes de funerárias abordem parentes de pacientes internados nas unidades de saúde do município para oferecer serviços. A prática, considerada abusiva, foi alvo de reclamação de moradores da cidade. A medida foi tomada pela Agência Gurupiense de Regulação e Fiscalização após um pedido do Ministério Público Estadual.

Ficou definido que a empresa que descumprir as nomas pode ser multada e até ter o alvará de funcionamento cancelado. A proibição vale para qualquer unidade de saúde que funcione na cidade, inclusive as estaduais, como o Hospital Regional de Gurupi e o futuro Hospital Geral.

No documento de recomendação, foram relatados casos de assédio por parte das empresas, em alguns casos antes mesmo da confirmação de que o paciente tinha de fato morrido. No começo deste ano, uma acompanhante de paciente da UTI disse que recebeu telefonema da empresa funerária oferecendo o serviço como se o familiar tivesse morrido. Ela só descobriu que o parente ainda estava vivo quando ligou no hospital.

O próprio Hospital Regional informou ao Ministério Público que está contratando uma empresa de vigilância patrimonial que vai ajudar a impedir o acesso de agentes funerários que não tenham sido previamente contatados pelas famílias ao hospital.


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