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O comércio de Araguaína funcionou normalmente nesta sexta-feira (3) mesmo após a decisão da Justiça determinando que apenas os serviços considerados essenciais poderiam abrir. As avenidas do centro da cidade estavam lotadas e não havia nenhum tipo de fiscalização orientando os comerciantes a fecharem as portas.

A Justiça tinha dado prazo de 24 horas para que a prefeitura cumprisse a decisão, mas a gestão já anunciou que vai recorrer. O prefeito Ronaldo Dimas (Podemos) disse durante entrevistas para a TV Anhanguera que a ideia é que o comércio fique aberto com algumas medidas para restringir o acesso e evitar aglomerações.

O comerciante Alex Couto, que tem quatro lojas de roupas, já precisou demitir funcionários e agora está ainda mais preocupado com a situação. “O impacto maior para nós aqui, nesse abre e fecha, é a situação de cobrirmos essas grandes despesas. Principalmente os alugueis. Tem noites aqui que a gente não consegue nem dormir”.

As medidas de isolamento social são indicadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a melhor forma de conter a disseminação do novo coronavírus. O pedido para o fechamento do comércio foi feito pela Defensoria Pública do Tocantins. Com essa decisão, volta a valer o primeiro decreto da prefeitura que mantinha aberto apenas comércios de serviços essenciais. No último boletim epidemiológico, a Secretaria de Saúde informou que Araguaína tem três casos confirmados da Covid-19.

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