Investigados pela PF: Carlos Amastha, Adir Gentil, Christian Zini, Berenice Barbosa, Luiz Carlos Teixeira, ntre outros.
A Polícia Federal e a Controladoria Geral da União (CGU) apuram um complexo esquema montado por agentes políticos, servidores públicos e empresários que teriam direcionamento licitações e desviaram recursos federais em contratos de locação de veículos firmados por diversas secretarias municipais de Palmas. A fase ostensiva da Operação Carta Marcada está nas ruas na manhã desta terça-feira, 21 com cerca de 130 Policiais Federais.
Segundo a PF estão sendo cumpridos de prisão temporária e 27 mandados de busca e apreensão, entre outras medidas expedidas pela 4ª Vara Federal do Tocantins nos estados do Tocantins, Pará, Goiás, Santa Catarina e no Distrito Federal.
A decisão do juiz João Paulo Abe autoriza a prisão temporária por 5 dias dos ex-secretários Adir Cardoso Gentil, Christian Zini Amorim e Cláudio de Araújo Schuller e do empresário Marco Zancaner Gil. Também autoriza a prisão temporária de três dias dos empresários Luciano Valadares Rosa, Carlo Raniere Soares Mendonça, José Emilo Houat e Cleide Brandão Alvarenga, (também ex-secretária municipal de Desenvolvimento Econômico) na gestão do ex-prefeito Carlos Amastha (PSB). O ex-prefeito é alvo de busca e apreensão.
Outros investigados tiveram a prisão temporária pedida pelos policiais, mas negado pelo juiz: Públio Borges Alves (ex-procurador), Otoniel Andrade Costa (ex-prefeito de Porto Nacional), Douglas Resende Antues (ex-pregoeiro), Luiz Carlos Alves Teixeira (ex-secretário de saúde e infraestrutura) e Berenice de Fátima Barbosa de Castro Freitas (ex-secretária de Edudação). Para o juiz, faltaram requisitos que autorizassem a prisão desses suspeitos.
“O inquérito policial apura o conluio entre empresários e servidores públicos para fraudar licitações e desviar recursos públicos destinados a contratação de veículos para atender a prefeitura de Palmas/TO, além de outros crimes conexos, bem como a conduta daqueles que visam o aproveitamento das vantagens ilícitas. A organização criminosa, composta por três núcleos distintos, é suspeita de ter se apropriado de mais de R$ 15 milhões através dos contratos investigados”, diz a nota da PF.
Durante as investigações, policiais federais e auditores da CGU encontraram indícios de montagem de procedimentos para direcionar contratos superfaturados e transações financeiras suspeitas e inconsistências como incapacidade operacional para cumprir os contratos.
Com as ações de hoje, a Polícia Federal busca obter novas provas, coibir a continuidade das supostas ações criminosas, delimitar a conduta dos investigados, bem como identificar e recuperar ativos frutos dos desvios.
Os investigados poderão responder por fraude à licitação, peculato, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.
O nome da operação é uma referência ao direcionamento dos contratos para uma determinada empresa.

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