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Por Kelley Magalhães|Palmas

Desde que a gravação do julgamento do caso Mariana Ferrer veio à público, pessoas do Brasil inteiro se revoltaram com o tratamento que foi dado a jovem, que foi humilhada pela defesa do acusado. O que fez milhares de mulheres em todo Brasil se mobilizarem para uma manifestação que ocorrerá em todas as capitais e principais cidades do Brasil, incluindo Palmas.

Aqui a manifestação ocorrerá em frente ao Tribunal de Justiça, na Praça dos Girassóis, às 15h. A jovem Thais Vilela, estudante de psicologia, faz parte da organização e contou que são esperadas cerca de 300 pessoas no protesto, que tem caráter pacífico e o objetivo de pedir justiça por Mariana Ferrer e outras vítimas de estupro no Brasil.

Confira abaixo as informações sobre a manifestação:

Manifestações serão essencialmente pacíficas e apartidárias.
• Cidadãs livres e comuns estão na organização dos grupos de cada localidade.
• Manifestações para reinvindicação da revogação da sentença em segunda instância e a punição exemplar e adequada ao advogado do réu (Cláudio Gastão Filho), ao juiz (Rudson Marcos) e ao promotor (Thiago Carriço), e outras pautas importantes estabelecidas por cada um dos grupos em consenso com todos.

• O uso de máscaras e a prática do distanciamento social durante as manifestações é OBRIGATÓRIO.
• Álcool em gel deve ser levado individualmente.
• Levar documento de identificação com foto.
• PERMITIDO cartazes, desde que:
1. Não incitem a violência.
2. Não perturbem a ordem pública.
3. Não agridam terceiros.
4. Não contenham ameaças de qualquer natureza.
5. Não sejam descartados de forma inadequada, gerando lixo, após o protesto.
• A coordenação das manifestações deve notificar a prefeitura e polícia do local, para garantia da segurança e pacificidade das manifestações.
• Pessoas menores de idade devem ir acompanhadas.

PESSOAS ENCONTRADAS DETURPANDO QUALQUER DAS MANIFESTAÇÕES E SUAS FINALIDADES DEVEM SER REPORTADAS À ORGANIZAÇÃO DA MANIFESTAÇÃO E/OU AO ÓRGÃO DE SEGURANÇA DA CIDADE.

Caso Mariana Ferrer

Imagens da audiência as quais o Intercept teve acesso mostram Mariana sendo humilhada pelo advogado de defesa de Aranha. A defesa do empresário mostrou cópias de fotos sensuais produzidas pela jovem enquanto modelo profissional antes do crime como reforço ao argumento de que a relação foi consensual. O advogado Cláudio Gastão da Rosa Filho analisou as imagens, que definiu como “ginecológicas”, sem ser questionado sobre a relação delas com o caso, e afirma que “jamais teria uma filha” do “nível” de Mariana. Ele também repreende o choro de Mariana: “não adianta vir com esse teu choro dissimulado, falso e essa lábia de crocodilo”.

A jovem reclamou do interrogatório para o juiz. “Excelentíssimo, eu tô implorando por respeito, nem os acusados são tratados do jeito que estou sendo tratada, pelo amor de Deus, gente. O que é isso?”, diz. As poucas interferências do juiz, Rudson Marcos, da 3ª Vara Criminal de Florianópolis, ocorrem após as falas de Gastão. Em uma das situações, o juiz avisa Mariana que vai parar a gravação para que ela possa se recompor e tomar água e pede para o advogado manter um “bom nível”.

 


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