Divulgação

A Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) confirmou nesta sexta-feira (23/10) o oitavo caso de mormo em equídeo, numa propriedade rural em Muricilândia, região extremo-norte do Tocantins. O animal foi isolado e passará por eutanásia, outras medidas sanitárias também estão sendo tomadas. Desde o surgimento da doença em 2015, já foram identificados 44 animais positivos.

A responsável pelo Programa Estadual de Sanidade dos Equídeos da Adapec, Isadora Mello Cardoso, afirma que esse cavalo é um vínculo epidemiológico, ou seja, teve contato com um animal positivo registrado em Santa Fé do Araguaia, no dia 7 de agosto. “Dentre as investigações para verificar a possibilidade de transmissão encontramos esse animal que testou positivo em uma propriedade rural vizinha”, explica.

O presidente da Adapec, Alberto Mendes da Rocha, disse que o trabalho de análises técnicas e avaliações de campo realizados pelas equipes estão colaborando para identificar novos casos. “Temos intensificado a vigilância ativa com orientações aos produtores rurais para prevenir o mormo, informar sobre a importância da realização de exames, impactos e riscos da enfermidade”, ressaltou.

Prevenção

Não existe vacina ou tratamento para o mormo. O produtor rural deve ficar atento, realizar os exames regularmente, já que a validade é de 60 dias, exigi-los ao comprar um animal, evitar que ele tenha contato direto com outros. Caso o dono do equídeo suspeite que ele esteja infectado deve isolá-lo e comunicar imediatamente a Adapec. No manuseio deve ter cuidado redobrado, pois a doença pode ser transmitida ao homem, o recomendado é utilizar luvas e máscaras, e evitar ao máximo que ele tenha contato com outros animais e humanos.

A Adapec está à disposição nas suas unidades em todo o Estado e disponibiliza ainda o 0800 63 11 22, de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 14, para que os interessados tirem suas dúvidas e também denunciem trânsito clandestino de animais.

Mormo

O Mormo é uma doença infectocontagiosa causada por bactéria que acomete principalmente os equídeos (asininos, equinos e muares). Nos equídeos, os principais sintomas são nódulos nas narinas, corrimento purulento, pneumonia, febre e emagrecimento. Existe ainda a forma latente (assintomática) na qual os animais não apresentam sintomas, mas possuem a enfermidade.


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