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Durante agosto, mês de combate à violência contra a mulher, a Polícia Militar recebeu 192 chamadas de denúncias de agressão. O número é quase 7% superior ao registrado no mês de julho deste ano, quando os policiais atenderam 178 ocorrências. As estatísticas incluem violência física, psicológica, patrimonial, moral, tentativa de homicídio e feminicídio no Tocantins.

Dados do levantamento feito pela Polícia Militar dão conta que no mês de julho 131 mulheres pediram socorro por algum tipo de agressão física e em agosto 134. 33 mulheres denunciaram violência psicológica em julho e 47 em agosto. Houve 3 tentativas de homicídio em julho e 2 em agosto.

O aumento de denúncias de violência doméstica não significa que houve um aumento direto na violência contra as mulheres, mas os números podem ser reflexos de uma maior segurança das mulheres em denunciarem as agressões, diminuindo assim os casos de subnotificação da violência. De acordo com a capitã da Polícia Militar, Flávia Roberta de Oliveira, comandante da Patrulha Maria da Penha no Tocantins, o fato pode estar ligado ao aumento de informações recebidas durante o mês dedicado ao combate à violência contra a mulher, através de campanhas informativas e ações de conscientização, e também da rede de proteção à mulher que o Estado tem proporcionado com a intensificação das ações pela Polícia Militar, e também pelo maior acesso da população às delegacias especializadas.

“Esse tipo de crime é milenar e apesar de a quarentena, em decorrência da pandemia do novo coronavírus, implicar no risco de aumento dos casos de violência devido à convivência forçada, a mulher também está mais informada sobre seus direitos e medidas de proteção e cria coragem de denunciar o agressor, principalmente no mês de agosto quando se fala muito sobre o combate a este tipo de crime e os trabalhos sociais, preventivos e de conscientização se intensificam”. Disse a capitã.

A Polícia Militar do Tocantins, por meio da Patrulha Maria da Penha (PMP), vem protegendo e orientando dezenas de mulheres em situação de violência. Atualmente a Patrulha atende uma média de 60 mulheres que passaram por algum tipo de trauma e possuem medidas protetivas autorizadas pela justiça. Os policiais treinados atuam na fiscalização do cumprimento da medida através de visitas preventivas na intenção de proporcionar mais segurança às atendidas. Os casos são encaminhados pela Vara de Combate à Violência contra a Mulher.


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