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Depois de estender por dois meses o pagamento do auxílio emergencial, o governo prepara estratégia para reduzir efeitos da crise sobre a população vulnerável no pós-pandemia. O ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou na terça-feira que sua equipe trabalha na unificação de benefícios sociais que criará um novo programa, batizado de Renda Brasil. O objetivo é substituir o Bolsa Família.

Nos bastidores, técnicos afirmam que a ideia é aproveitar melhor recursos já usados nas diversas formas de transferência de renda. É possível que benefícios hoje em vigor sejam revistos para abrir espaço para o novo arcabouço de proteção social, caso do abono salarial, pago a quem ganha até dois salários mínimos. Os detalhes ainda estão sendo formulados.

Guedes já havia defendido o projeto em reunião com parlamentares na noite de segunda-feira. Mas nessa terça-feira falou pela primeira vez em público sobre a medida, durante a reunião ministerial convocada pelo presidente Jair Bolsonaro:

— Por dois meses, vamos estender o auxílio emergencial. Estávamos num nível de emergência total, a R$ 600. Vamos começar agora uma aterrissagem, com unificação de vários programas sociais e o lançamento de um Renda Brasil, que o presidente vai lançar.

Um dos alvos é o abono salarial. Desde o início do governo, Guedes mira o programa, considerado ineficiente. Hoje, o benefício, de um salário mínimo (R$ 1.045), é voltado para quem ganha até dois pisos (R$ 2.090), mas acaba sendo recebido também por jovens de classe média em início de carreira. A reformulação do abono foi incluída na proposta de reforma da Previdência, mas foi rejeitada pelo Congresso.


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