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O juiz federal substituto João Paulo Abe, da 4ª Vara Federal Criminal da Justiça Federal em Palmas, decidiu liberar da prisão domiciliar José Edmar Brito Miranda, pai do ex-governador do Tocantins Marcelo Miranda (MDB). Desde que a Operação 12º Trabalho foi deflagrada pela Polícia Federal, em setembro de 2019, Brito Miranda estava impedido de sair de casa a noite ou em fins de semana.

Na decisão que o liberou de cumprir esta regra, o juiz também deixa expressa autorização para que Brito Miranda visite os filhos na prisão. Tanto Marcelo Miranda como o irmão dele, Brito Miranda Júnior, seguem presos em Palmas. Marcelo está numa sala do Estado Maior no Quartal de Comando Geral da Polícia Militar e Brito Júnior em uma cela especial na Casa de Prisão Provisória de Palmas.

Na decisão que permitiu a realização operação a autorização para que ele falasse com os filhos já estava expressa. Como os três são investigados dentro do mesmo inquérito, a administração da CPP pediu que o juiz se manifestasse sobre se não haveria restrições de contato entre eles. Abe confirmou a primeira decisão e disse que não há impedimento.

Ele negou o pedido da defesa para que as visitas fossem em uma sala especial. Para falar com o filho, Brito Miranda terá que passar pelo procedimento normal a qualquer visitante na CPP, inclusive as revistas.

O pai e os dois irmãos foram presos em setembro de 2019 suspeitos de integrar um suposto esquema criminoso que teria desviado R$ 300 milhões dos cofres públicos. Para os investigadores o Brito Miranda e Brito Júnior funcionavam como pontos de sustentação para “um esquema orgânico para a prática de atos de corrupção, fraudes em licitações, desvios de recursos, recebimento de vantagens indevidas, falsificação de documentos e lavagem de capitais, cujo desiderato [finalidade] era a acumulação criminosa de riquezas para o núcleo familiar como um todo.”

Com informações do G1 Tocantins.


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