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Diário Oficial traz suspensão de delegados que abriram investigação sobre funcionários fantasmas no TO

A portaria com a suspensão deles foi publicada no Diário Oficial do Estado desta segunda-feira (13), mas tem data retroativa ao dia 8 de maio. Os nomes dos delegados não foram colocados na publicação, apenas o número da matrícula funcional deles. Eles terão desconto nos salários pelos dias em que ficarem suspensos.

15/05/2019 08h57
Por: Redação Sou de Palmas - A sua fonte de notícias!
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A corregedoria da Polícia Civil decidiu suspender dois dos delegados responsáveis pela abertura da investigação sobre funcionários fantasmas no Governo do Tocantins. Wanderson Chaves de Queiroz foi suspenso por 20 dias e Gregory Almeida Alves do Monte por 21. Eles foram os responsáveis pelas primeiras fases da Operação Catarse.

A portaria com a suspensão deles foi publicada no Diário Oficial do Estado desta segunda-feira (13), mas tem data retroativa ao dia 8 de maio. Os nomes dos delegados não foram colocados na publicação, apenas o número da matrícula funcional deles. Eles terão desconto nos salários pelos dias em que ficarem suspensos.

A publicação não apresenta um motivo específico para a suspensão, apenas a justificativa de 'insubordinação' e de que eles teriam incitado 'policial civil contra seus superiores hierárquicos'.

A Secretaria de Segurança Pública disse que o procedimento foi instaurado porque, em dezembro de 2018, os dois delegados teriam formalizado ameaça de prisão ao delegado-geral da Polícia Civil, Rossílio de Souza Correia.

A SSP disse ainda que a transgressão é de natureza gravíssima e "atenta contra princípios fundamentais do órgão policial". Disse ainda que foram asseguradas as garantias constitucionais de ampla defesa aos delegados e que o Ministério Público Estadual foi avisado sobre o procedimento. A nota diz ainda que as punições foram aplicadas de acordo com a lei.

O delegado Gregory Almeida Alves do Monte disse que não vai se manifestar sobre a medida, mas que vai recorrer. Wanderson Chaves de Queiroz disse entender que a decisão é injusta e também informou que vai recorrer.

Afastados pela Justiça

Os dois delegados citados já não estão mais no comando da operação. Eles foram afastados do caso pelo desembargador Eurípedes Lamonier, do Tribunal de Justiça do Tocantins, após um pedido do Delegado-Geral da Polícia Civil, Rossílio Correia. O caso foi parar na Justiça após parte da categoria apontar tentativa de interferência política do governo Mauro Carlesse (PHS) na investigação.

Uma das situações inusitadas produzidas pela disputa foi no dia 16 de abril. A juíza Renata do Nascimento e Silva, da 1ª Vara Criminal de Paraíso do Tocantins, autorizou novas buscas dentro da operação e determinou que as autoridades policiais da capital não fossem avisadas antes do cumprimento dos mandatos porque havia "grave perigo ao bom êxito das investigações".

A operação

A Operação Catarse é uma força-tarefa de várias delegacias do estado para investigar danos ao erário público. As investigações começaram após denúncias de funcionários fantasmas do governo do Estado em Araguaína, norte do Tocantins, em dezembro de 2018.

Depois, mandados foram cumpridos na Secretaria-geral de Governo, no Palácio Araguaia, onde os agentes encontraram indícios de que 300 funcionários estariam recebendo sem trabalhar. Essa fase da operação inclusive foi alvo de críticas do próprio secretário de segurança pública.

Gabinetes de deputados também já foram alvo da operação Catarse. Três funcionários da Assembleia Legislativa chegaram a ser presos preventivamente. Neste caso, a suspeita é de que assessores parlamentares tinham que devolver a maior parte do salário para pessoas ligadas aos parlamentares.

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