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16/05/2019 às 08h58

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Palmas / TO

Levantamento aponta que 14 mil obras federais estão paralisadas ou com baixa execução
Entre os motivos das obras paralisadas estão problemas técnicos, abandono pela empresa executora, interrupções determinadas por órgãos de controle e fiscalização, como o próprio TCU.
Levantamento aponta que 14 mil obras federais estão paralisadas ou com baixa execução
Divulgação

Uma auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) apontou que 14 mil obras financiadas com recursos do Governo Federal estão paralisadas ou apresentaram baixa execução nos últimos três meses.


Entre os motivos das obras paralisadas estão problemas técnicos, abandono pela empresa executora,  interrupções determinadas por órgãos de controle e fiscalização, como o próprio TCU.


O Tribunal estima que com esse volume de obras paralisadas, ao menos R$ 10 bilhões foram investidos sem ter gerado benefício à população. Foram analisadas 38.412 obras, para as quais havia sido previsto um investimento inicial de R$ 725 bilhões.


Entre as obras, estão recursos destinados às creches do Programa Proinfância, em que, segundo o TCU, vão deixar de oferecer 75 mil vagas por conta dos atrasos nas obras. Há ainda 192 obras de UBSs (Unidades Básicas de Saúde) que estão paradas.


São Paulo, Bahia e Minas Gerais são os estados com o maior número de obras paradas, somando os três mais de 3,5 mil canteiros paralisados.  O estado de São Paulo tem 45% das suas 2.762 obras, interrompidas.


Segundo o ministro Vital do Rego, relator do processo de auditoria, a Caixa Econômica Federal é a responsável pelo gerenciamento do maior número de obras. São 14.224 contratos, o que equivale a 37% do total analisado, sendo que 62% delas estão paralisadas.


"Nem mesmo as obras do PAC, consideradas mais relevantes para o crescimento do país e que deveriam, por esta razão, ser aceleradas, apresentam resultados diferentes. Cerca de 21% delas encontram-se paralisadas", diz o ministro.


Vital do Rego ressalta que seu parecer tem o objetivo de "conscientizar o governo dos recursos já comprometidos e evitar que o poder público continue iniciando novos empreendimentos, sem capacidade financeira para o avanço desses e conclusão daqueles já em andamento".


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