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UFT tem cortes de bolsas e vai fazer reuniões semanais para discutir situação financeira

Segundo diretora de planejamento, se não houver liberação a UFT não vai conseguir custear os serviços. Instituição tem cerca de R$ 1 milhão para quatro meses.

10/09/2019 13h30
Por: Redação Sou de Palmas - A sua fonte de notícias!
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Divulgação / Sou de Palmas
Divulgação / Sou de Palmas

Depois que o governo federal anunciou o contingenciamento de verbas para o Ministério da Educação, a Universidade Federal do Tocantins (UFT) perdeu 36 bolsas de mestrado e doutorado e 168 de iniciação científica. A instituição precisa de R$ 4 milhões por mês para a manutenção de laboratórios e banheiros, limpeza, vigilância, custear energia elétrica, entre outros serviços. Só que a instituição só tem disponível R$ 1 milhão para quatro meses. Reuniões semanais serão realizadas para discutir a situação da universidade.

Uma das pesquisas afetadas pelo corte de bolsas é do estudante de medicina Wilson Lopes Miranda. Ele desenvolve um produto que é capaz de melhorar o intestino utilizando bactérias de frutos da Amazônia, mas está sendo difícil continuar com o projeto depois que perdeu a bolsa de iniciação científica.

"Foi uma surpresa muito grande, tanto para mim como para todos os estudantes que dependiam dessa bolsa, porque a gente ficou de mãos atadas e foi sem nenhuma programação. Nós não fomos avisados previamente que seria cortado, apenas foi cortado."

A bolsa do estudante era financiada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O órgão suspendeu neste mês o cadastro de novos bolsistas nos seguintes programas: Programa de Demanda Social, Programa de Excelência Acadêmica, Programas de Formação Doutoral Docente, Programa de Suporte à Pós-graduação de Instituições de Ensino Particulares e Comunitárias de Ensino Superior, Programa Nacional de Pós-doutorado e Professor Visitante Nacional Sênior.

Os prejuízos são pra instituição, para o aluno e para a sociedade. "Nós corremos o risco de muitos alunos abandonarem suas pesquisas, projetos serem cancelados por falta sustentação dos alunos. Essas pesquisas são feitas para resolver problemas da região, do Brasil. Se a gente não fizer esses estudos, quem vai fazer? Por exemplo, uma pesquisa de controle de vetores tropicais. Se nós não fizermos ninguém vai fazer", comentou o pró-reitor de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação da UFT, Raphael Sanzio Pimenta.

 

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