A diretora de Vigilância em Saúde de Palmas, Marta Malheiros, divulgou uma nota para esclarecer as informações publicadas em veículos de comunicação sobre o número de pessoas testadas na Capital e para explicar as mudanças ocorridas, ao longo da pandemia, nos critérios que definem os casos suspeitos e quando esses devem ser testados.

Conforme orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde (MS), no início da pandemia só eram consideradas suspeitas de infecção pelo novo coronavírus, e sujeitas à testagem, as pessoas com histórico de viagem para países com transmissão comunitária. Nesse período, os casos de Palmas eram testados no laboratório de referência nacional (em São Paulo).  “Na primeira semana, em março, eram suspeitos somente os casos de viajantes, a Secretaria Municipal de Saúde detectou 25% de positividade nos casos investigados”, disse. Isso demonstra, conforme a diretora, que a vigilância epidemiológica em Palmas sempre foi eficiente, mesmo quando a testagem era reduzida.

No final de março, o Ministério da Saúde declarou a existência de transmissão comunitária em todo o Brasil  e em abril foi comprovada em Palmas. As notificações passaram a ser feitas para todos os casos de síndrome gripal. Nesse contexto, é importante ressaltar que nem todos os casos notificados como síndromes gripais apresentam sintomas de Covid-19.

A partir de então, o Laboratório Central do Estado (Lacen) passou a realizar os testes PCR nos casos sintomáticos e suspeitos de Covid-19. A Prefeitura também iniciou a realização dos exames em pessoas com sintomas no Laboratório Municipal, com o recebimento de 2,6 mil testes rápidos do Ministério da Saúde. Posteriormente, a Secretaria Municipal da Saúde adquiriu 10 mil testes sorológicos e recebeu mais 15 mil por meio de convênio com o Tribunal de Justiça.

Conforme a diretora, em todas as etapas da pandemia os pacientes de Palmas que se enquadraram nos critérios de suspeita foram testados e não houve explosão de casos até o momento em virtude das medidas de prevenção adotadas. Além disso, a letalidade é baixa e nenhum óbito deixou de ser  investigado. “Para todos os casos de síndromes gripais notificados, sendo ou não Covid-19, foi emitido o termo de notificação de isolamento e não houve uma rápida disseminação dos casos, garantindo assim a eficácia do serviço de vigilância”, observa.

A diretora ressalta também que em todas as fases da pandemia a Prefeitura de Palmas seguiu os critérios e orientações definidos pelo Ministério da Saúde. Além disso, foram realizadas as coletas para exames em todos os casos preconizados pelo órgão federal e pela Secretaria Estadual de Saúde do Tocantins (SES).

Considerando que Palmas está inserida em um contexto estadual, nacional e mundial, é importante ressaltar que no início da pandemia nenhum país conseguiu adquirir testes suficientes. “Com o passar do tempo, esses kits de exames foram sendo produzidos e comprados em maior quantidade, o que permitiu ampliar a capacidade de testagem”, disse a diretora.

Malheiros destaca também que Palmas possui duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), devidamente estruturadas, e que também estão funcionando como unidades sentinelas, com isso, triplicou a oferta de exames nessas unidades a partir de abril. Finaliza dizendo que em maio foram implantadas três unidades sentinelas em Centros de Saúde da Comunidade da Capital para agilizar ainda mais a coleta de material e ampliar a capacidade de testagem no Município.


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