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Nesta terça-feira (17), foram divulgados os resultados da pesquisa que buscava avaliar o comportamento do coronavírus em Palmas. O estudo constatou que cerca de 6,8% da população adulta da capital tinha anticorpos contra a Covid-19 até o final de junho. Os dados foram apurados pela Universidade Federal do Tocantins, que identificou nos meses de maio e junho um aumento de 2,4% na taxa de pessoas imunizadas.

O estudo foi feito em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Palmas (Semus), Fundação Escola de Saúde Pública (Fesp) e Centro Universitário Luterano de Palmas (Ceulp/Ulbra).

A pesquisa foi feita em quatro fases com moradores maiores de 18 anos selecionados por sorteio em todas as regiões da cidade. Ao todo, 1.699 pessoas foram entrevistadas e 1.183 testadas.

Entre as etapas houve variação no percentual de moradores que apresentaram anticorpos para o vírus. Na primeira, o percentual foi de 4,4%; na segunda 6,6%, a terceira de 4,8% e a etapa quatro de 6,8%. A UFT explicou que a primeira etapa foi através de testes rápidos e as etapas seguintes através de quimioluminescência.

A pesquisa também constatou que fatores como sexo, faixa etária, escolaridade, renda não causam grandes variações nas taxas de infecção.

Já os participantes que se identificaram como pardos, negros e amarelos apresentaram mais anticorpos para a doença do que os que se declararam brancos. No caso dos pardos, o percentual de prevalência foi 2,6 vezes maior, para os negros foi três vezes superior e no caso dos amarelos o percentual foi 4,2 vezes mais alto com relação aos brancos. O único grupo em que os resultados por raça foram diferentes foi o dos indígenas.

Entre os participantes que tinham os anticorpos, 75% não relataram qualquer sintoma da doença, sendo classificados como casos assintomáticos. Das que apresentaram sintomas, os mais comuns foram tosse, cansaço e dores no corpo.


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