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Neste domingo (15), mais de 23% da população em Palmas, apta a votar, não compareceram as urnas. O número de eleitores que se abstiveram foi de 41.993, quantidade próxima do total de votos que foram necessários para reeleger a candidata Cinthia Ribeiro (46.243 votos).

A cidade não ficou entre as capitais com maiores índices de abstenção, mas apresentou um grande crescimento em relação às últimas eleições municipais. Em 2016 foram 26.857 (15,58%) eleitores que decidiram não votar. Quatro anos antes, em 2012, o número ficou em 23.964 (15,92%).

É preciso considerar que as eleições de 2020 foram realizadas em meio à pandemia de Covid-19 e para especialistas esse seria o motivo do alto índice de abstenção.

O fato é que a recusa em escolher acaba influenciando nos resultados. Pois, se em 2020 foram necessários 46.243 votos para eleger o prefeito de Palmas, quatro anos atrás 68.634 deram vitória ao primeiro lugar. Enquanto o segundo do pleito, naquela ocasião, recebeu 41.191 votos.

Por outro lado, os números da eleição deste ano revelaram queda na quantidade de votos brancos e nulos em comparação com as últimas eleições municipais. Foram 3.550 (2,56%) brancos neste ano contra 4.065 (2,79%) em 2016. Os nulos também caíram de 10.385 (7,14%) para 7.388 (5,33%), em 2020.

Abstenção em Araguaína e Gurupi

 

O movimento de crescimento nos índices de abstenção também foi registrado em Araguaína e Gurupi, segundo e terceiro maiores colégios eleitorais do estado.

Em Araguaína, nas eleições de 2016, 16.153 eleitores decidiram não ir às urnas. Enquanto neste ano foram 21.345 pessoas.

No sul do estado, Gurupi teve uma abstenção de 12.051 neste ano contra 10.610 nas eleições de quatro anos atrás.


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