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Um homem de 40 anos foi indiciado nesta terça-feira (10/11) pela Polícia Civil por homicídio doloso (quando há intenção de matar), lesão corporal grave, embriaguez e receptação em Araguaína. Segundo as investigações de um acidente de trânsito ocorrido no dia 24 de outubro deste ano, na Avenida Anhanguera. O acidente causou a morte de Hélio Coelho Pereira, de 44 anos e provocou graves lesões em sua esposa de 43 anos.

Restou apurado que, na data dos fatos, por volta das 20 horas, o homem ora indiciado conduzia uma motocicleta Honda Biz em alta velocidade, na contramão da direção da via e sob o efeito de álcool, vindo a colidir frontalmente com outra motocicleta da mesma marca e modelo, sendo esta pilotada pela vítima que também levava sua companheira na garupa.

Com o impacto da colisão, Hélio sofreu graves ferimentos, sobretudo na cabeça e mesmo socorrido, não resistiu aos ferimentos, vindo a óbito horas depois no Hospital Regional de Araguaína, sendo a causa da morte traumatismo craniano. Sua esposa sofreu graves lesões, mas conseguiu se recuperar e passa bem. O Laudo Técnico-Pericial de Local de Acidente de Trânsito constatou que o indiciado estava em alta velocidade e na contramão, sendo ele o causador do referido acidente em toda a sua extensão.

A autoridade policial, ao analisar o caso, constatou a presença do chamado dolo eventual, pois o indiciado em sua conduta, ao dirigir embriagado, em alta velocidade e na contramão da via, assumiu inteiramente o risco de produzir o resultado morte e lesões corporais nas vítimas. Desta forma, sua conduta enquadra-se no tipo penal do crime de homicídio doloso, quando há a intenção de matar.

Também no decorrer das investigações, os policiais civis descobriram que o veículo conduzido pelo indiciado era produto de furto. O delegado-chefe da 26ª DP, Luís Gonzaga da Silva Neto, concluiu o inquérito policial, sendo o autor indiciado pela prática, em tese, dos crimes de homicídio doloso, lesão corporal grave, receptação e embriaguez ao volante. O indiciado encontra-se preso preventivamente na Casa de Prisão Provisória de Araguaína (CPPA). Agora, o caso foi encaminhado ao Poder Judiciário para as medidas cabíveis.


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