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A Polícia Militar registrou 71 ocorrências de crimes eleitorais em todo o estado, neste domingo (15). Desse total, 56 pessoas foram presas ou conduzidas para prestarem esclarecimentos sobre a conduta. A ação contou com 1650 policiais militares, que foram convocados para auxiliar diretamente nas eleições nos 139 municípios tocantinenses.

Durante a operação, 10 pessoas foram autuadas cometendo crimes comuns relacionados às eleições, tais como: ameaça (5), furto (2), lesão corporal (1) e vias de fato (2). Foram registradas 6 ocorrências de homicídio tentado contra candidatos (Estes crimes estão sendo investigados pela Polícia Civil, podendo ao final da investigação, não caracterizar a tentativa de homicídio). 52 crimes eleitorais, como boca de urna (18), compra de votos (11), desobediência às ordens da justiça (12), desordem (6), falsidade ideológica (1) e transporte de eleitores (3), além de 2 incidentes (incêndios) de Segurança Pública e Defesa Social no entorno dos locais de votação.

No total, 4 armas, uma quantia de R$ 3.421 em dinheiro, 6 veículos e cerca de 5 mil em material de campanha, foram apreendidos na operação. De acordo com o levantamento, a Polícia Judiciária instaurou 6 inquéritos e lavrou 12 termos circunstanciados de ocorrência.

Em Colméia, após receber uma denúncia de transporte de eleitores, uma equipe da Polícia Militar deslocou até a Avenida Guaraí, para averiguar a situação. No local, os policiais encontraram a autora e o veículo utilizado, parados no meio da rua. Após questionamentos, a autora negou a prática e disse que o passageiro que estava no seu veículo, uma idosa, passou mal e teria sido levada para o hospital. No entanto, a situação foi averiguada pela guarnição e não foi confirmada pelos funcionários do Hospital Municipal. Diante dos fatos, os policiais conduziram o veículo e a condutora para a sede do Pelotão.

Em Nova Olinda, área da 3º Companhia Independente da Polícia Militar, uma guarnição foi acionada para atender uma ocorrência de vias de fato, registrada no Colégio Estadual Hélio de Sousa Bueno, local de votação, onde estava ocorrendo um desentendimento entre um funcionário do Tribunal Regional Eleitoral e um indivíduo. Chegando ao local, onde já se encontrava uma equipe da Polícia Civil, segundo relato de testemunhas, um dos envolvidos, que era advogado de um dos candidatos à eleição, se desentendeu com um funcionário da Justiça eleitoral, vindo a entrar em luta corporal. O delegado de Polícia Civil conduziu os envolvidos até a Delegacia de Nova Olinda para serem tomados os procedimentos cabíveis.

Já em Araguaína, um eleitor foi conduzido ao posto da Polícia Federal por tentar votar duas vezes, alegando que quem havia votado anteriormente teria sido seu irmão gêmeo. Após denúncia, a guarnição constatou que se tratava de crime eleitoral previsto no artigo 309 do código eleitoral, pela tentativa de votar duas vezes. Diante das circunstâncias, o autor foi conduzido ao posto da PF onde foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência.

O Coordenador Geral da Operação e Chefe do Estado Maior da Polícia Militar, coronel Márcio Antônio Barbosa ressaltou o empenho de toda a tropa mobilizada na operação. “Policiais dedicados e abdicados que se dispuseram mais uma vez a deixar suas casas e suas famílias para atuarem como garantidores do direito do cidadão, na maior expressão do exercício da cidadania, o voto”, ressaltou.

Para o comandante geral da Polícia Militar no Tocantins, coronel Jaizon Veras Barbosa, a eleição foi considerada tranquila apesar dos registros: “Eleições municipais costumam ser bastante acirradas, e este ano podemos dizer que apesar dos registros, tivemos um pleito tranquilo e isto também está atribuído ao apoio completo que a polícia militar tem recebido do Governo do Estado,  e ao trabalho organizado, com antecedência, dos órgãos de segurança que não mediram esforços para garantir uma votação segura aos cidadãos que puderam comparecer aos ambientes onde um grande efetivo da PM estava pronto para atender as intercorrências”, destacou.


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