Por Ramon Macedo

Em meio à onda de intolerância por parte de alguns pastores fundamentalistas intolerantes e disseminadores do ódio, algo diferente aconteceu na manhã desta terça-feira, 25, em Palmas. Cerca de 40 voluntários de uma igreja evangélica foram até à Praia da Graciosa e também em outro ponto de Carnaval na Avenida Teotônio Segurado, e ajudaram os garis a limparem a sujeira deixada pelos foliões. Além do trabalho, eles também levaram café da manhã para os trabalhadores.

A bela ação foi bem diferente de alguns líderes religiosos que elegem uma “verdade absoluta” sobre a qual jamais aceitarão qualquer questionamento, cito como exemplo, as recentes declarações do ex-presidente da Ordem dos Ministros Evangélicos de Palmas (OMEP), apóstolo Gláucio Coraiola. Em entrevista a um site gospel local, o apóstolo chegou a afirmar que a prefeita de Palmas, Cínthia Ribeiro, bem como os vereadores, terão resultados “terríveis” por simplesmente terem participado da promoção do carnaval tradicional, como é o caso do ‘Carnaval do Amor’.

Na cabeça desses líderes religiosos, o gestor público tem que revogar o princípio da igualdade, previsto na Constituição Federal, e governar apenas para um povo: eles!

A atitude da igreja evangélica de Palmas (de destilar amor ao invés do ódio), mostra-nos que ainda há esperança. Esperança que foi destacada no desfile da Mangueira na Marquês de Sapucaí, com o enredo “Jesus da Gente”, e não do ódio fundamentalista!


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