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Nesta sexta-feira (23), os brigadistas que estavam trabalhando no combate aos incêndios na Ilha do Bananal, foram autorizados a retomarem suas atividades na região, por determinação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais. De acordo com sindicalistas dos servidores do Ibama no Tocantins, os homens nunca saíram da ilha, pois a Justiça Federal determinou que eles protegessem a região.

Os trabalhos tinham sido suspensos em todo país nesta quinta-feira (22) depois de determinação dada pelo chefe do Centro Especializado PrevFogo/Dipro, Ricardo Vianna Barreto, para recolhimento de todas as brigadas por falta de recursos para manter o serviço.

Também na quinta-feira, após o anúncio do Ibama, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse que o governo iria desbloquear os recursos necessários para a retomada das atividades das brigadas de incêndios florestais em todo o país.

No Tocantins são 180 homens no combate às queimadas na região. A Ilha queima há meses e no início de setembro militares do exército chegaram a ser enviados para a região para ajudar no trabalho. Em nota, a associação dos servidores do Ibama no Tocantins destacou que “o prejuízo ambiental de abandonar, por um dia que seja, o combate aos incêndios florestais é incalculável.”

A Ilha do Bananal e a maior ilha fluvial do mundo. No local está situada unidade de conservação Parque Nacional do Araguaia e as terras indígenas Parque do Araguaia e Inãwébohona. Em uma área conhecida como Mata do Mamão, inclusive, foram avistados indígenas isolados que vivem sem contato com a sociedade.

Imagens de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais mostram que ainda há fogo na região nesta sexta-feira (23).

Em nota, o Ibama informou que em virtude do remanejamento de R$ 16 milhões em recursos do próprio Ministério do Meio Ambiente, devidamente autorizado pela Economia e da perspectiva de liberação de mais R$ 60 milhões em recursos por parte do Ministério da Economia, determinou o retorno imediato dos brigadistas que atuam no Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo).


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