Foi confirmado nesta segunda-feira (13), pelo Ministério da Saúde, que o paciente que morreu vítima da Covid-19 em Tocantínia, na região central do estado, era um indígena. A vítima não teve o nome divulgado, ele tinha 83 anos e era da etnia Xerente. A confirmação foi feita por meio da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Tocantins.

O paciente era hipertenso e diabético. De acordo com o boletim médico, ele foi internado no dia 1º de julho no Hospital Regional de Miracema com febre e astenia. A família afirma que os sintomas tinha começado cinco dias antes.

No dia 6 de julho a equipe do hospital teve que pedir ajuda a familiares porque o paciente se recusava a comer. Na época a filha conseguiu fazer com que o pai aceitasse a dieta. Dois dias depois, em 8 de julho, ele precisou ser levado para o Hospital Geral de Palmas.

A transferência foi necessária porque o paciente sofreu um Acidente vascular cerebral (AVC) e precisava de tratamento complexo. O neurologista que atendeu o caso avaliou que o AVC foi uma sequela dos efeitos da Covid-19. Dois dias depois, em 11 de julho, ele precisou ir para um leito de UTI porque teve piora no estado de saúde.

O indígena morreu no dia 12 de julho. A declaração de óbito consta como causas da morte: Insuficiência respiratória aguda, Acidente vascular cerebral hemorrágico (AVC-H) hemorrágico e Covid-19.

O corpo foi liberado pela funerária nesta segunda-feira (13) e translado de Palmas para a aldeia em Tocantínia. O carro do Polo Base da cidade acompanhou o veículo da funerária levando os familiares. Eles foram orientados de que não poderiam abrir a urna e nem realizar o velório, para não haver aglomeração de pessoas. Também foram orientados que, ao chegarem na aldeia, deveriam realizar o sepultamento imediatamente.

A SESAI e o DSEI Tocantins se solidarizaram com os familiares e amigos do indígena.

Esta é o segundo caso de indígena a morrer no Tocantins vítima da Covid-19. O primeiro caso foi em Formoso do Araguaia quando o ex-cacique Juraci Wasari Javaé, que tinha 79 anos, morreu após ficar internado em Gurupi.

Fonte: G1 Tocantins.


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