Com a pandemia do coronavírus (Covid-19), uma onda de solidariedade se espalhou, e muitos canais de entretenimento, bem como empresas de produtos e serviços disponibilizaram conteúdos gratuitos com acesso via internet.  Além disso, aumentou a procura por álcool gel e a busca por informações sobre a doença, cenário ideal para a ação de golpistas. Em razão disto, listamos alguns cuidados que o cidadão deve ter para não ser enganado.
Uma das principais formas de golpes são aqueles via internet, em que é prometido um ganho para o usuário, a exemplo do acesso gratuito à plataforma de streaming – Netiflix. Essa mensagem foi amplamente divulgada via whastapp, entretanto se tratava de um link falso, provavelmente criado para capturar dados, segundo o site especializado ‘Olhar Digital’.
Outro golpe, segundo o ‘Olhar Digital’ “são aplicativos não oficiais a respeito da doença, pelos quais cibercriminosos atacam os celulares com ransomware chamado Covid Lock. Ele altera a senha de desbloqueio do dispositivo e exige um pagamento para recuperá-la.”
O presidente da Associação de Servidores de Tecnologia da Informação, o analista em tecnologia da informação, Helivan Lopes, indica alguns cuidados para evitar golpes virtuais, entre eles: não clicar em links recebidos via e-mails, SMS, mensagens de Whatsapp, de origem desconhecida ou com endereço duvidoso. “Valide – não clique em links diretamente, prefira acessar o site da empresa ou pessoa e verificar a informação”, aconselha.
Outra dica é, “jamais repassar por telefone, formulário ou outro meio, código enviado por mensagem, e o uso da validação em duas etapas disponíveis no Instagram e outros aplicativos como o Whatsapp”, afirma Lopes.
Álcool gel
 
Depois da água e sabão, o álcool gel é um dos principais produtos indicados para a higienização das mãos como prevenção à Covid-19, o que ocasionou a falta do produto no mercado e a disseminação de receitas caseiras ou oferta de produtos falsificados. Gerente da Vigilância Sanitária Municipal (Visa), Joselita Macedo, explica que, além de perigoso, produtos caseiros podem ser ineficazes.
Uma das denúncias recebidas pela Visa foi a de uso de álcool de posto de gasolina, o etanol, na fabricação de álcool gel. De acordo com a gerente, “o uso de álcool, de qualquer tipo, para manipulação de receitas caseiras, aumenta bastante o perigo de acidentes, como incêndios e queimaduras, e quanto ao uso, a depender do produto utilizado como espessante, pode, ao invés de eliminar os microrganismos, potencializar a sua proliferação, ou causar outro tipo de problema à saúde”.
Joselita alerta para as pessoas priorizarem a compra de produtos industrializados ou aqueles originários de farmácias de manipulação, registradas na Vigilância Sanitária. “Os produtos registrados passam por rigorosos processos de produção e controle de qualidade”, afirma.
Denúncias sobre produtos falsificados ou de origem duvidosa podem ser realizadas na Visa, através do telefone: 3212-7913; ou e-mail: [email protected]
Notícias falsas
 
 A busca de informações sobre a pandemia também aumentou a disseminação de notícias falsas sobre a Covid-19, desde a ausência total de condições de tratamento até a existência de medicamentos milagrosos.  Devido à gravidade do momento, um grupo de jornalistas de Palmas se reuniu para fazer a checagem de notícias espalhadas pelas redes sociais e grupos de Whatsapp. Desde que  foi criado, em 13 de março, o ‘Desminto’ já checou aproximadamente 20 desinformações que já  estão disponíveis no blog https://checagemfakenewstocantins.webnode.com/checagens/.
“Diariamente, recebemos novas demandas… Identificamos fake news em áudios, e sobre falta de insumos e equipamentos nos hospitais, números de telefones errados de atendimento, além de algumas a respeito de receitas ou medicamentos milagrosos”, afirma a jornalista, mestra em Comunicação e Sociedade, Gabriela Melo.
Para evitar que as pessoas acreditem e espalhem notícias falsas, o ‘Desminto’ recomenda como primeira atitude a desconfiança. “Se a informação que chega às redes sociais é muito alarmista, sensacionalista e tende a causar medo ou pânico, já deve acender o alerta amarelo na cabeça do leitor. Também é preciso observar se tem um link confiável – de algum site, TV, jornal, rádio, um veículo tradicional e de credibilidade, se há erros de digitação ou português, se a data da informação é atual ou antiga”.
Outra dica é “realizar uma pesquisa rápida em sites de busca, o que pode ajudar a saber se a informação é verdadeira ou falsa. Em caso de áudios, desconfiar sempre daqueles onde não há nome, profissão ou local de onde a pessoa fala. Se for um áudio de suposto médico, tem que ter o nome completo e o registro no Conselho Regional de Medicina (CRM). E, na dúvida, não compartilhar”, conclui a jornalista.

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